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Chegada dos Gripen terá repercussão na economia de Anápolis

A Suécia vai invadir Anápolis, a partir de 2019, não apenas com os caças Gripen NG, mas também com um grande contingente engenheiros,  técnicos e respectivos familiares. Assim como o advento da Base Aérea impactou o desenvolvimento do Município, a expressiva e complexa estrutura operacional do Gripen deverá aquecer o mercado imobiliário local e a aumentar, significativamente, o consumo de bens e serviços. A chegada dos caças Gripen terá repercussão  social, cultural e econômica semelhante ao advento da Base Aérea no início dos anos 1970.

Enquanto a Suécia é mais que tecnologia de ponta em aviões de caça, Anápolis também tem bala na agulha para estreitar as relações com Estocolmo. Em reunião coordenada pelo secretário municipal de Desenvolvimento e Agricultura, Vanderlúcio Barbosa, no Centro Administrativo, o embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmbor, conheceu as potencialidades de Anápolis e Goiás e apontou oportunidades de negócio, notadamente, nas áreas de saúde, farmacêutica, tecnologia inteligente e empreendedorismo.

Presidente executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, apresentou ao embaixador e sua comitiva o setor que tem forte expressão no cenário nacional e relatou que o polo farmacêutico de Goiás produz cerca de 1,3 bilhão de caixas de medicamentos diante da produção estimada de 4,4 bilhões de caixas de medicamentos no País. Na opinião de Marçal, a cooperação internacional com outros países é importante para transferência de conhecimento, tecnologia e inovação: “A indústria goiana tem avançado muito, mas pode alcançar outros patamares, como a produção de medicamentos da cadeia de alto valor”, destacou o sindicalista. Atualmente, a indústria farmacêutica goiana tem foco, principalmente, na produção de genéricos e similares.

O encontro foi iniciado pelo gabinete do prefeito Roberto Naves, que acompanhou a delegação sueca em visita técnica ao Porto Seco Centro Oeste, onde o embaixador foi recepcionado pelo diretor de operações, Everaldo Fiatkoski, e manifestou-se muito “bem impressionado” com o projeto e o conceito desenvolvidos em tão curto espaço de tempo. Para o secretário de Desenvolvimento do Estado de Goiás, Francisco Pontes, a estrutura da aduaneira, pela sua localização estratégica, em relação aos demais estados brasileiros, reduz distâncias em todos os sentidos e alcança, em menos tempo e espaço, todos os centros de interesse do consumo.

PROTÓTIPO DA PLATAFORMA BASE PARA AERONAVES BRASILEIRAS

Encomendado pelo governo para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB), o Gripen NG teve seu primeiro teste de voo  na Suécia. Construído pela empresa Saab, a aeronave fez um voo de 40 minutos e realizou diversas operações, como recolhimento de trens de pouso.

A aeronave conta com as funcionalidades comuns do novo modelo do Gripen e foi construída exclusivamente para testes. Posteriormente, outros dois aviões, dessa vez dentre os exemplares destinados à FAB, serão empregados para os testes das especificidades brasileiras até que se chegue à completa capacidade para o emprego operacional.

Segundo o chefe da Seção Técnica do Grupo de Acompanhamento e Controle da FAB na Saab, coronel aviador Denison José Leite Ferreira, o voo representa um marco importante, porque é o primeiro protótipo da plataforma que é a base para as aeronaves brasileiras.

“Este primeiro voo faz parte do desenvolvimento do projeto. O desenho da versão monoposto da aeronave brasileira já está pronto, como foi demonstrado no voo de hoje, mas ainda faltam os ajustes. As capacidades deste novo modelo precisam ser testadas”, explicou.

Ao contrário do F-5, que foi comprado na década de 1970 pelo Brasil, como um caça tático, e atinge em média 1,7 vez a velocidade do som (cerca de 2 mil k/h), o Gripen chega a mais de 2.450 km/h (2,2 vezes a velocidade do som). O modelo sueco consegue atingir até 10 mil metros de altitude mantendo a velocidade alta.

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