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Piuiii! Granol inaugura Ferrovia Norte-Sul

Da Granol, em Anápolis, para o Porto do Itaqui-MA: primeira viagem comercial oficial da FNS

Quando o gigantesco trem composto de três locomotivas, tracionando 80 vagões carregados de farelo de soja, partiu da Granol, em Anápolis, o Brasil registrou, no dia 10 de dezembro de 2015 a primeira viagem comercial oficial da Ferrovia Norte-Sul, com destino ao Porto de Itaqui, em São Luiz, no Maranhão. Se a carga de 6,4 mil toneladas fosse transportada por rodovias seria necessário usar 200 caminhões. A composição percorreu 2,4 mil quilômetros em quatro dias e a logística de embarque foi ágil e completa, sem nenhum embaraço, uma vez que a carga saiu alfandegada do Porto Seco de Anápolis.

 

A logística e a infraestrutura nacionais vão receber grande impulso, com a operação comercial da Ferrovia Norte-Sul, mas a Região Centro-Oeste e o Tocantins, que fica na Região Norte, irão turbinar a expansão agrícola através do novo corredor de escoamento, concorrendo com os altos preços do transporte rodoviário.

Entre as novas fronteiras de produção/exportação de alimentos no Brasil, o Centro-Oeste, tanto quanto o Norte, vão assumir a expansão agrícola. Há necessidade de corredores de escoamento, com outros modais que concorram com os altos preços do transporte rodoviário. A estimativa é de que os custos de mercadorias por quilômetro transportado vão cair em média 30% com a integração dos modais rodoviário, ferroviário e aeroviário.

Em Goiás os trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica têm 685 quilômetros de extensão, com terminais em Goiânia e Anápolis. A FCA faz a conexão de Goiás com os principais portos marítimos do País. No Distrito Agroindustrial de Anápolis ela tem ramal com a Estação Aduaneira do Interior (Porto Seco Centro-Oeste). O município de Anápolis é o marco zero da interligação entre as ferrovias Norte Sul e Centro Atlântica. As operações de movimentação e distribuição a partir da Norte Sul consolidarão, definitivamente, o Porto Seco Centro Oeste S/A na rota dos grandes projetos logísticos do Brasil, aumentando sua capacidade operacional e de ligação com as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

A Companhia Vale do Rio Doce passou a operar um total de 7.840 quilômetros de vias férreas, que pertenciam à Rede Ferroviária Federal, desde setembro de 1996, dando surgimento à Ferrovia Centro-Atlântica. Essa quilometragem de trilhos, com bitola de um metro, abrange os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás, Bahia, São Paulo e mais o Distrito Federal. Assim é que a FCA é o principal eixo de conexão entre as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Quando entrar em operação o Aeroporto Internacional de Cargas de Anápolis, a Plataforma Multimodal, o Entreposto da Zona Franca de Manaus e o CD-Centro de Distribuição, em articulação com as ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica e as rodovias BR 153, BR 060 e BR 444, o município consolidará o maior polo logístico do interior brasileiro, com perspectiva de destaque internacional, a par da estratégica posição geográfica e dos referenciais, diferenciais e potenciais competitivos, articulados, interligados e integrados do portfólio de uma das melhores cidades brasileiras para investimento no momento. Eixo do maior corredor para investimentos do Brasil, depois de São Paulo e Rio de Janeiro (pesquisa revista Exame 2015), Anápolis faz a integração nacional de duas importantes ferrovias.

 

 

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