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Médica de Anápolis é celebridade nacional

A goiana mais conceituada no Brasil, na atualidade, não é política nem empresária tampouco artista, jurista, atleta ou escritora. Os holofotes do país não conseguem encontrar facilmente a celebridade nacional porque ela não para nunca. Médica cardiologista, 41 anos, natural de Anápolis e pesquisadora de renome internacional, com 12 anos de carreira, Ludhmila Abrahão Hajjar comanda dezenas de  cardiologistas de ponta em três das maiores UTIs do Brasil.

De plantonista a chefe de dezenas dos melhores médicos do Brasil à frente da UTI cirúrgica e coordenadora da pós-graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP),  da UTI do hospital Sírio-Libanês e da UTI no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).  Ela segue nesse ritmo desde 2005 quando terminou a residência no Instituto do Coração, em São Paulo. Trabalha sete dias por semana e só tira um dia ou outro de folga quando viaja para congressos médicos. Constituir uma família não está nos planos da cardiologista: “Só queria ter mais de 24 horas por dia para se dedicar mais à pesquisa”.

Chamada na sala da chefia do Incor, em 2007, ouviu que muitos médicos mais velhos se queixavam de sua postura contestadora. Da reunião ela saiu decidida a se tornar uma pesquisadora de ponta. Hoje não é só cumprimentada, como procurada por médicos do mundo inteiro. E tem poder político para mudar áreas da saúde, como a de implantes de coração artificial no país, por exemplo. Conseguiu verbas para financiar cerca de 40 implantes desse tipo de mecanismo por ano no sistema público. E, quando não consegue, dá sempre um jeito de levar os pacientes para a filantropia do hospital particular.

Professora Associada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Departamento de Cardiopneumologia-Disciplina de Cardiologia, Diretora Clínica do InCor-HC-FMUSP, Vice Coordenadora da Pós-Graduação da Cardiologia da FMUSP, Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica do InCor, Coordenadora da UTI do Instituto do Câncer da FMUSP (ICESP). Também é membro do Conselho Diretor do ICESP, membro do Departamento de Cardiopneumologia do InCor da FMUSP, membro da Coordenação Geral da Pós-graduação da FMUSP e membro da Congregação da FMUSP.

Desde 2014, coordena o Comitê de CardioIntensivismo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Graduou-se em medicina na Universidade de Brasília (2000), fez Residência de Clínica Médica e de Cardiologia no Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2001-2004). Especialista em Clínica Médica, Cardiologia, Terapia Intensiva e Medicina de Emergência. Fez concurso de Professor da Faculdade de Medicina da USP, em 2012, e Livre-Docência, em 2014, na área de Cardiologia Crítica da FMUSP. Suas linhas de pesquisa têm como foco a Cardiologia Crítica, a Terapia Intensiva Cirúrgica, a Terapia Intensiva no paciente Oncológico e a Cardio-Oncologia.

Ludhmila é graduada pela UNB e teve a sua tese de Doutorado, sobre transfusão, considerada a melhor do Brasil, em 2011. Premiada como a professora mais jovem da Faculdade de Medicina da USP, em 2012, e eleita a primeira mulher a coordenar a Pós-Graduação da mesma faculdade, em 2013. Fortemente atuante nas áreas de pesquisa, a médica já publicou 69 trabalhos científicos e é investigadora principal de 39 projetos de pesquisa.

A Pós-graduação de cardiologia da USP era considerada nível médio pela CAPES do Ministério da Educação quando a Professora Dra. Ludhmila assumiu a coordenação do setor, em 2013. Na avaliação quadrienal da CAPES seguinte a universidade alcançou nota máxima, 44 anos depois a criação da pós.

Sua tese de doutorado analisou o uso de transfusão de sangue durante cirurgias cardíacas, e conseguiu provar que utilizar, em média, 30% menos de sangue melhora o prognóstico. A pesquisa pioneira no mundo foi parar nas páginas do Journal of American Medical Association (Jama), uma das principais publicações científicas do mundo, e acabou mudando o protocolo de transfusão sanguínea em cirurgias cardíacas, reduzindo consideravelmente o custo das cirurgias e salvando milhões de vidas. A transfusão, considerada um dos cinco procedimentos mais realizados no mundo, não possui nenhuma evidência científica para demonstrar o contrário. O estudo demonstrou que os efeitos colaterais da transfusão eram inúmeros.

Goiana mais conceituada do Brasil, Ludhmila Abrahão Hajjar é  cardiologista de expressão internacional e chegou ao topo através do conhecimento/trabalho e, sobretudo, da compaixão pelo ser humano sofrido e vulnerável que habita o ambiente frio e atemorizante da ante sala da morte – a UTI.

MVANDERIC – jornalista  (pesquisa Google)

 

 

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