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Malha viária rural de Anápolis estacionada há mais de 30 anos

“Mobilidade na zona rural é um direito/dever constitucional que deveria ser prioridade dos municípios. Até porque grande parte da riqueza da cidade vem do campo” – José Caixeta

 Para o vice-presidente do Sindicato Rural de Anápolis uma das principais demandas do Município é a ampliação da malha viária rural estacionada há mais de 30 anos, apesar de sua importância estratégica para o desenvolvimento sustentável da região. “Nenhuma rodovia municipal foi aberta desde a desativação do DMER – Departamento Municipal de Estradas de Rodagem, que detinha orçamento próprio e operava eficiente patrulha rural. Sequer investiu-se em programas de manutenção e melhorias para garantir a qualidade dos deslocamentos da população rural, o transporte de insumos e o escoamento da produção”.

Estrada vicinal é um caminho de mão-dupla

José Caixeta observa que Anápolis é impulsionada por vários referenciais e diferenciais de desenvolvimento (industrialização, importação, exportação, distribuição, comércio, prestação de serviços, forte potencial de turismo de negócios, polo universitário e qualidade de vida): “É o Eixo do Centro-Oeste e faz parte do Corredor Goiânia-Anápolis-Brasília, um mercado 7,5 milhões de habitantes e PIB aproximado de R$ 13 bilhões, mas a integração com a zona rural e municípios vizinhos é um caminho de mão dupla, com extrema importância econômica, social e ambiental”.
O estado de conservação das estradas vicinais influi diretamente no custo do transporte e na qualidade do produto transportado, comenta o dirigente sindical: “Trechos ruins acabam por causar danos aos veículos e, às vezes, até impossibilitam o tráfego, ocasionando a utilização de rotas mais longas e maior consumo de combustível. Maior tempo gasto no transporte diminui o tempo de prateleira, enquanto a vibração ocasionada pelas irregularidades das pistas geram perdas na qualidade dos produtos e impactam o seu preço final”.

Produtor tem que cuidar da fazenda e das estradas

Diante deste cenário, o sindicalista sublinha que o poder público deveria garantir a qualidade da malha viária para a integração das propriedades rurais, pequenas comunidades e atividades afins do agronegócio, com ênfase em agricultura e pecuária: “Investir em transporte na zona rural é assegurar qualidade de vida e dignidade ao homem do campo, enquanto a dificuldade de deslocamentos afeta o seu potencial produtivo e inibe a sua integração social”.

Evitar a erosão preserva a natureza e reduz custos

Descendente de tradicionais famílias de agricultores – Caixeta e Ramos – José denuncia que as estradas rurais de Anápolis e municípios vizinhos apresentam processos de erosão avançados, resultando em escoamento superficial, com arrastamento de solos, assoreando rios e córregos. Ele explica que interceptar as enxurradas, com a construção de hidrobacias, por exemplo, preserva a pista de rolamento contra os efeitos da erosão, reduz os custos de manutenção, faz a  retenção de sedimentos e permite maior infiltração da água.

Momento estratégico para recuperação e ampliação

Sobre o diagnóstico das necessidades da zona rural de Anápolis e o apoio aos distritos através de pessoal capacitado e maquinários, anunciados pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Adriano Baldy, Caixeta revela que o momento (início do período de estiagem) é estratégico para a recuperação e ampliação da malha viária rural e outros benefícios emergenciais implementados pela prefeitura em apoio em atendimento aos moradores do campo.

Projeto  recorrente engavetado há mais de 30 anos

Obra recorrente, há décadas, o asfaltamento da rodovia GO 433, entre distrito de Sousânia e Ouro Verde de Goiás, é importante para o desenvolvimento de uma vasta região rural e para a integração da BR 153  à  GO 330.

Rodovia prioritária ainda está na era do cascalho

Anápolis está conectada aos municípios confrontantes através de rodovias asfaltadas (duas BRs e três GOs), mas o trecho de aproximadamente 30 km, que liga a GO 433, no distrito de Sousânia, à GO-080, no município de São Francisco de Goiás, via Serra do Misael, continua na era do cascalho, apesar de sua importância para vários municípios.

Projeto importante para a zona rural e para o turismo

A pavimentação de uma rodovia de aproximadamente 20 km, através de consórcio entre as prefeituras de Anápolis, Abadiânia,Corumbá de Goiás e Pirenópolis, integraria a BR 153, no distrito de interlândia, à BR 414, em Planalmira. Mais uma opção de acesso ao Parque de Exposição Agropecuárias de Anápolis e à rota do turismo nos Pireneus.

Integração das BRs 060, 414 e 153 via Joanápolis

Também é prioritária a pavimentação da GO 560, de Bramápolis a Joanápolis, e de mais trecho de aproximadamente quatro quilômetros para o acesso direto à BR 414 (rota turística dos Pireneus). A médio prazo, este corredor daria início ao novo anel viário de Anápolis, unindo a BR 060 (Bramápolis) à  BR 153  (Parque de Exposições Agropecuárias), via distrito de Joanápolis.

Conexão estratégica das rodovias GO 222 – Go 330

A conexão das GO 330 e GO 222 (imediações da Vila Fabril) seria estratégica para desafogar do trânsito do setor oeste da cidade e para a integração de produtores da região de Goialândia,Campo Limpo de Goiás, Ouro Verde e Nerópolis.

Reduzir distâncias para melhorar a qualidade de vida

Além de reduzir distâncias para baixar os custos os custos da produção rural, a ligação asfáltica entre a sede de Campo Limpo de Goiás e Goialândia, no Município de Anápolis,  melhoraria a qualidade de vida na região através da integração das GOs 222 e 330.

Asfaltamento importante para Anápolis e Goianápolis

A pavimentação da rodovia estadual Anápolis-Goianápolis (via Igrejinha) atenderia aos interesses da zona rural e da expansão urbana e industrial dos dois municípios e seria mais uma opção de acesso ao DAIA.

Acesso direto da GO 437 à BR 060 sem poeira

Tanto para beneficiar a zona rural quanto para impulsionar a expansão urbana de Anápolis e facilitar o acesso ao Daia e aos municípios de Gameleira de Goiás, Leopoldo de Bulhões e Silvânia, o asfaltamento do trecho que liga a BR 060, perto da AABB, à GO 437, também está na lista de prioridades apontadas pelo Sindicato Rural de Anápolis.

Conhecimento e legitimidade para fazer tratativas

A bordo da experiência adquirida na direção do Departamento Municipal de Estradas de Rodagem, na segunda metade dos anos 1980 (administração do prefeito Anapolino de Faria), de mandatos de vereador por Anápolis, inclusive como presidente da Câmara Municipal,  além de participação ativa na diretoria do Sindicato Rural de Anápolis (ex-presidente e atualmente vice-presidente), José Caixeta é produtor rural da gema e tem conhecimento e legitimidade para abordar os problemas que afetam o setor e apresentar tratativas para  o melhoramento sustentável da malha viária rural, o desenvolvimento macro do Município e a melhoria da qualidade de vida do campo

MANOEL VANDERIC – jornalista

 

 

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