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Curiosa hidrografia de Anápolis

Ribeirão das Antas, centro de Anápolis

Em Anápolis não há nem um só rio caudaloso. Mas a natureza tratou de repor de outra forma esta ausência. Privilegiou o município com múltiplos córregos e ribeirões, situando a cidade numa área de terras férteis, no denominado Mato Grosso Goiano. Mais precisamente está situado no divisor de duas bacias – a do Tocantins e a do Paranaíba. Dos ribeiros os mais importantes são os que formam as microbacias do Antas, do João Leite, do Padre Sousa, Caldas e Piancó.

No total formam um número relevante: Reboleira, Olaria, João Cesário, das Antas, Catingueiro, Barra Grande, Jurubatuba, Góis, Silvestre, Formiga, Água Fria, Ipanema, Traíras, Tiririca, Lagoinha, Caldas, Extrema, Góis, Silvestre, João Leite, Padre Souza, Piancó, Ipiranga.

Entre todos eles o mais importante pelo seu significado histórico é o Ribeirão das Antas, cuja nascente fica próxima à área de acesso ao Daia e em parte ocupada por um túnel da Estrada de Ferro Norte-Sul e pelo Parque da Cidade.

O Ribeirão das Antas tem como afluentes o Góis, Ipiranga, Água Fria, João Cesário, Extrema (margem direita) e Reboleira. Seu percurso total no setor urbano de sudeste a noroeste é de 27.680 metros. Ele é afluente do Rio Corumbá pela margem direita. O Corumbá, por sua vez, é afluente do Rio Paranaíba que deságua no Rio Paraná.

São dezenas de córregos e ribeirões. Todos eles estreitos e encachoeirados. No aspecto econômico, muitos córregos e ribeirões são fundamentais devido à utilização de suas águas para irrigação de hortaliças.

O córrego Jurubatuba faz parte da Bacia Hidrográfica do João Leite. Dele consta os afluentes Lagoinha e Catingueiro. A Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio João Leite, criada e delimitada por decretos estaduais, sua ocupação deverá, por isso, obedecer as exigências e requisitos urbanísticos conforme o Plano de Manejo daquele curso hídrico. O João Leite é afluente da margem esquerda do Rio Meia Ponte e é contributivo da Bacia do Paraná.

Por sua feita o Padre Souza toma a direção do Rio Tocantins, do qual é afluente.

Na ponta sul do município está o Ribeirão Caldas, que abastece o Daia. Ribeirão Extrema também está no sul das terras que formam Anápolis. Pela margem direita ele é afluente do Antas e pela margem direita do Piracanjuba.

Fenômeno do divisor de águas

A hidrografia deu a Anápolis o fenômeno do divisor de águas, que se forma com maior notação na região do distrito administrativo de Interlândia. Essas águas correm para o norte e para o sul do Brasil. E assim vão abastecer as bacias Platina e a bacia Amazônica. Precisamente em Interlândia, nasce o córrego Estiva, que desagua no Ribeirão Piancó. Este abastece o Rio Corumbá, afluente do Rio Paranaíba. Eles formam a bacia Platina, que despeja as suas águas no Oceano Atlântico, no extremo sul do País. Nascentes próximas de Interlândia, que tomam o rumo norte, vão engrossar as águas do ribeirão Padre Souza, afluente do Rio das Almas. Assim como o Rio Corumbá, o Rio das Almas nasce nas imediações do Pico dos Pireneus (um corre para o sul e o outro parta o norte).  A bacia do Rio das Almas segue em direção ao Rio Tocantins, que se encontra com o  Rio Amazonas no delta da bacia Amazônica, em Belém do Pará.

Eixo da BR 153 separa o destino das águas

Água da chuva que cai sobre o eixo da rodovia BR 153, no distrito de interlândia e escorre para o sul, vai abastecer a bacia Platina, enquanto a que escoa para o norte vai alimentar a bacia Amazônia. Separadas pelo fenômeno do divisor de águas, em Anápolis, elas cairão no mar separadas por uma distância de milhares de quilômetros.

A Amazônia Legal começa no paralelo 13 (Tocantins), mas a Bacia Amazônia, em sua porção brasileira, tem as suas nascentes mais altas na região de Anápolis, cortada pela BR 153. Este fato comprova que Anápolis é o Portal da Amazônia. Aqui também estão as nascentes mais altas da bacia do Plata a partir do Pico dos Pireneus.

 

 

 

 

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