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Anápolis quer sediar polo da indústria de defesa

Anápolis está envolvida em um esforço de atrair investidores da defesa para se tornar um polo para a indústria do setor. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Anastácios Apóstolos Dagios, a ideia é mostrar para o Ministério da Defesa que o município é ideal para abrigar um polo da indústria. “O MD projeta concentrar um polo de defesa no Centro – Oeste para que, futuramente, este polo nacionalize e dê manutenção aos caças Gripen”

Anápolis, que fica a 130 km de Brasília, é um ponto estratégico para a defesa nacional, já que será a casa dos novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB). A cidade também é vizinha a Formosa, que sedia uma base do Exército Brasileiro especializada em mísseis e foguetes, destinada a operar o Astros 2020. De acordo com Dagios, a presença das unidades já demonstra a demanda existente de uma indústria especializada na região.

A iniciativa da ACIA conta com o apoio da ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), Abimde, MD, Prefeitura Municipal e Governo Estadual. O trabalho é fruto do chamado “Pacto por Anápolis”, que reúne representantes das principais entidades de classe do município. De acordo com Dágios, o pacto nasceu de uma análise da crise econômica que assolou o município e gerou uma estagnação grave nos últimos quatro anos. “O resultado das reuniões foi o ‘Pacto por Anápolis’ com soluções pontuais para resolver os problemas apontados em curto e médio prazo; são soluções práticas para que a gente consiga destravar o crescimento da cidade”, destaca o presidente da Acia.

ESTRATÉGIA PARA ATRAIR INVESTIDORES

Uma das principais iniciativas articulada pela ADESG e a ACIA em vista da implantação do polo na cidade é a criação de um Seminário de Defesa com exposição de equipamentos militares, que será realizado no início do segundo semestre de 2017. Segundo Dágios, o seminário terá o objetivo de “vender” Anápolis.

O delegado da ADESG em Goiás, Gilberto Marinho, conta que o evento vai buscar despertar a atenção dos empresários: “O que nós queremos é, especialmente, (atrair) a parte de informática, guerra eletrônica, defesa cibernética, alimentos desidratados. Tudo isso faz parte do arsenal de defesa”.

“Anápolis, que fica no chamado Trevo do Brasil, possui três rodovias federais (BR 060, BR 153 e BR 414), a ferrovia Norte-Sul, Base Aérea da FAB, além de um aeroporto de cargas que está em construção. Com isso, Anápolis consolida maior polo logístico da América do Sul. “Nós temos uma potencialidade imensa”, comemora o presidente Anastácios.

MOBILIZAÇÃO COMEÇOU EM 2015

Em meados de 2015 a ACIA teve conhecimento de que pela perspectiva da Escola Superior de Guerra, Anápolis reúne as condições mais favoráveis para sediar um Polo da Base Industrial de Defesa, segmento que compreende, por exemplo, armas, munições, veículos blindados, aeronaves e satélites.

Com informações fornecidas pela ADESG, em 2016, a entidade  intensificou a mobilização da sua diretoria e dos segmentos empresarial, universitário, classista, Base Aérea de Anápolis (FAB), Comando Militar do Planalto (Exército) e do Fórum Empresarial, para prospectar essa possibilidade. O resultado positivo do movimento desencadeou uma ação coordenada para a atração de empresas desse segmento para Anápolis.

Além da participação do evento da ABIMBE, realizado em São Paulo, no  dia 05 de setembro, a ACIA esteve presente em duas edições do Fórum da Indústria de Defesa (FID), em Brasília, promovido pela Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), e também de reuniões técnicas com a Diretoria Executiva da ABIMDE – Associação Brasileira da Indústria de Defesa, na cidade de São Paulo.

ACIA VENDE ANÁPOLIS EM SÃO PAULO

O Seminário Técnico “Polo da Base Industrial de Defesa em Anápolis”, que vai atrair empresas nacionais e multinacionais do segmento, sob a chancela da ACIA, em parceria com as Forças Armadas, Prefeitura e Governo de Goiás, foi apresentado para mais de 30 empresários do setor industrial de defesa, na sede da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) em São Paulo, no dia cinco de setembro.

Liderada pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Anastácios Apóstolos Dagios, a comitiva anapolina contou o secretário de desenvolvimento econômico de Anápolis, Vanderlúcio Barbosa, o advogado Sóstenes Arruda e o coronel Jorge Colpo, consultor da área de defesa da ACIA.

Os executivos representantes de empresas nacionais e multinacionais ficaram interessados no “Polo da Base Industrial de Defesa em Anápolis” e ressaltaram a localização estratégica da cidade, a infraestrutura já instalada  e os incentivos fiscais, tanto no âmbito municipal como estadual, bem como a coesão de interesses do empresariado anapolino, representado pela Associação Comercial Industrial de Anápolis, em parceria com a Prefeitura e o governo de Goiás.

MILITARES APOIAM CRIAÇÃO DO POLO DE DEFESA

Entusiasta do projeto de instalar em Anápolis (GO) um Polo de Defesa, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Anastácios Apóstolos Dagios, promoveu reunião com autoridades do setor.  A ideia da ACIA é realizar ainda neste ano um “Seminário da Indústria de Defesa de Anápolis” para apresentar às empresas que compõem a Base Industrial de Defesa e Segurança a infraestrutura da cidade e o diferencial competitivo que o polo pode proporcionar para as empresas.

O general Luiz Carlos Pereira Gomes afirmou que é muito importante a realização do Seminário de Defesa na cidade de Anápolis bem como a instalação da primeira empresa do segmento, a Caracal International LLC, uma vez que o município é de localização estratégica  para as Forças Armadas brasileiras, devido abrigar a ALA 2 do Sexto Comando Aéreo Regional e estar bem próxima aos comandos militares instalados em Brasília.

O general também pontuou a importância do Brasil fortalecer sua indústria de armamentos a fim de se tornar independente na compra dos equipamentos em relação aos países de primeiro mundo e no desenvolvimento de tecnologia própria, uma vez que a Nação não pode ficar abaixo do poderio bélico militar mundial e nem acima, mas estar na média dos países desenvolvidos, ou seja, no mesmo patamar, a fim de garantir a soberania nacional. Explicou que o objetivo do investimento na indústria de defesa é de garantir ao País a paz por meio do respeito das demais nações e não promover a guerra, que deve sempre ser evitada.

ACIA MARCA PRESENÇA NO PALÁCIO DO PLANALTO

Costurada pela deputado federal Alexandre Baldy, comitiva com mais de 50 representantes de diversos segmentos de Goiás apresentou ao presidente em exercício Rodrigo Maia, no Palácio do Planalto, em Brasília, dia 16 de setembro, a proposta de um polo da indústria da área de defesa e armamento em Anápolis. O presidente da ACIA, Anastácios Apóstolos Dagios fez ampla exposição sobre as potencialidades de Anápolis e as vantagens da instalação do polo de defesa.

CARACOL PROTÓTIPO DO CENTRO DE DEFESA DE ANÁPOLIS

A criação da Caracal Brasil, uma joint venture entre a Delfire Industria e Comércio de Extintores e a Caracal International LLC, é o protótipo do polo de defesa almejado por Anápolis (GO), acredita o presidente da ACIA (Associação Comercial e Industrial de Anápolis), Anastacios Apóstolos Dagios. “A Caracal é a pioneira nesse sentido. Ela está em negociações com o estado e a área do distrito já foi reservada. A expectativa é que nesse ano ela comece a se implantar aqui no município. Esse seria o protótipo do nosso polo de defesa”, explica o presidente da Acia.

PRODUÇÃO EXCLUSIVA PARA FORÇAS DE SEGURANÇA

A empresa dos Emirados Árabes produz uma linha de armas especiais que inclui fuzis, snipers, pistolas, metralhadoras semiautomáticas, carabinas automáticas, entre outros. A unidade brasileira será voltada para a produção exclusiva para forças de segurança.