Sindicato Rural de Anápolis
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ALA 2 será a mais importante da América Latina

A criação da Ala 2, no início de 2017, marcou também a desativação da Base Aérea de Anápolis (BAAN), com 38 anos de história. Além dos esquadrões Guardião (2º/6º GAV) e Jaguar (1º GDA), que já operavam na organização, o esquadrão Carcará (1º/6º) foi deslocado de Recife (PE) para compor a Ala 2. A partir de 2019, quando o País começar a receber os primeiros caças Gripen NG, a previsão é de que essas aeronaves fiquem sediadas na nova unidade.

 

Anápolis;                         Belém;                          Boa Vista;               Brasília;                 Campo Grande;   Canoas;                 Galeão;                Manaus;                  Natal;                            Porto Velho;                Santa Cruz;              Santa Maria;               São Paulo;              Recife;                Salvador.

 

A mudança segue a Diretriz do Comando da Aeronáutica para a reestruturação organizacional da Força Aérea Brasileira. O até então comandante da BAAN, coronal-aviador Francisco Antônio Bento Antunes Neto foi conduzido ao comando da ALA 2 pelo comandante operacional do Sexto Comando Aéreo Regional, tenente Brigadeiro Gerson Machado Nogueira.

O comandante destacou que, dentro da reformulação ocorrida, a unidade deve receber investimentos como, por exemplo, a ampliação de pátio, pista e novas instalações. Além disso, a Força Aérea espera implantar em Anápolis mais dois esquadrões. O Primeiro Esquadrão do Décimo Sexto Grupo de Aviação, que vai operar os Caças Gripen, juntamente com o GDA e também o Primeiro Grupo de Transporte de Tropa para operar a aeronave KC390, que está sendo produzida pela Embraer. Nos próximos 10 anos, espera-se investimentos de R$ 300 milhões na ALA 2.

As ALAS começaram a ser ativadas em dezembro de 2016, como organizações militares voltadas para a área operacional. Na restruturação, foram desativas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR).

Cada ALA, num total de 15, “será uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, com responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado.

Em outras palavras, as ALAs, distribuídas pelo território nacional, serão o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim”, destaca o texto institucional da FAB.

A mudança traz, ainda, mudança no foco de comando. Os comandantes das ALAs passam ter uma atividade mais concentrada na parte operacional, ou seja, no treinamento e na efetividade de ações dos esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. Assim, as atividades rotineiras como aquisições de materiais e serviços, pagamento de diárias, conservação e reforma de instalações, fornecimento de alimentação, manutenção de viaturas e atendimento a pensionistas, que antes eram de responsabilidade de um comandante de um COMAR ou de uma Base Aérea, por exemplo, passam a ser executadas por órgãos especializados, subordinados aos Órgãos Setoriais de Logística, Pessoal e Administração.

 

ANÁPOLIS SEDE DA ALA 2 DA FAB

 

ANÁPOLIS NINHO DAS ÁGUIAS BISSÔNICAS

A Base Aérea de Anápolis foi a primeira base aérea brasileira planejada e construída especialmente para receber um tipo específico de avião, os caças de fabricação francesa, Mirage III, designados na Força Aérea Brasileira, como F-103. A operação desses aviões exigia a construção de um base inteiramente nova e plenamente capacitada a operar aviões supersônicos.

Por questões estratégicas, foi decidido que a nova base seria construída nas proximidades de Brasília e os F-103 destinados primordialmente à defesa da capital do país. Assim, após vários estudos (incluindo questões de tráfego aéreo e interferências de rádio) a escolha acabou recaindo sobre a cidade de Anápolis, situada a 160Km de Brasília.

A construção das instalações começou em 9 de fevereiro de 1970 e a base tornou-se operacional em 23 de agosto de 1972 com a conclusão da pista de pouso. Um nova unidade aérea, especialmente criada para operar os F-103, foi então ativada: a 1ª Ala de Defesa Aérea, ou 1ª ALADA. Essa unidade foi desativada em 19 de abril de 1979, transferindo sua missão para o 1º Grupo de Defesa Aérea, 1º GDA, unidade responsável pela operação dos F-103 até 2005.Quando então em 2006 passou a operar os mirages franceses Dassault Mirage 2000 com um lote de 12 aeronaves, já aposentados. Sendo assim passando a missão para os Northrop F-5E ( Padrão EM modernizado) Em 2019 espera-se a chegada do caça Sueco Gripen NG que é muito mais moderno que os atuais caças em operação, será formado um esquadrão de 12 caças promovendo uma grade alteração infraestrutural na base.

A partir do ano 2.000, a Base Aérea de Anápolis passou a abrigar também o 2º/6º GAv – Esquadrão Guardião, que opera com os avançados E-99.

FAB VAI AMPLIAR VÍNCULO COM ANÁPOLIS

O comandante da Força Aérea Brasileira, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, avalia o plano estratégico militar da Aeronáutica prevê uma série de ações que irão ampliar a presença da FAB, “ampliando os vínculos entre nossas instituições, e fazendo com que, em breve, novos vetores possam cruzar o céu goiano, destacando-se o cargueiro KC 390”, disse.

Para o governador Marconi Perillo, além da agregação humana, a base aérea trouxe para Anápolis agregação tecnológica. “Muitos dos oficiais serviram ou servem em Anápolis como professores universitários e participam ativamente da vida social. Foram acolhidos por Anápolis como seus filhos, e também a abraçaram como sua cidade. Além  da atuação estratégica na defesa do nosso espaço aéreo é importante ressaltar o quanto a aeronáutica é importante na construção da cidadania brasileira.

Luiz Rossato lembrou que, no início da década de 1970, pela sua posição geográfica privilegiada, Anápolis foi escolhida para sediar o primeiro núcleo da primeira ala de defesa aérea, o que classificou como “embrião da unidade que é hoje uma das referências de operacionalidade e profissionalismo da nossa força”.

 

 

 

 

 

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