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Avança o Polo da Base Industrial de Defesa de Anápolis

A audiência pública realizada no último dia 4 na sede da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, para debater a implantação do Polo da Base Industrial de Defesa de Anápolis, deu um passo importante para acelerar e, também, para viabilizar a execução desse projeto. A avaliação é do presidente da ACIA, Anastácios Apostolos Dagios, ao justificar  que o apoio formal de representantes do alto comando do Exército, Marinha e Aeronáutica foi uma inequívoca demonstração de força e de união para a continuidade das ações de geração de um ambiente favorável à consolidação do Polo de Defesa e também do Centro de Compras do Ministério da Defesa.

4 de dezembro de 2017: uma noite para ficar na história do futuro de Anápolis

Parque industrial terá salto de qualidade

“Por ser um assunto muito técnico e pela nossa falta de conhecimento mais detalhado de seus objetivos, o projeto acabou gerando distorções”, disse o presidente da ACIA, consciente de que o debate afastou a impressão causada em pequenos segmentos sociais. Para ele, com o debate, isso foi superado porque explicou-se o objetivo da instalação é atrair investimentos, indústrias com tecnologia de ponta e promover um salto qualitativo no parque industrial de Anápolis, com o oferecimento de empregos de alta qualificação e de rendimentos elevados”.

Anastácios Dagios acredita que o polo terá condições de atrair várias indústrias do setor de defesa por causa das vantagens que Goiás e, particularmente, Anápolis, oferecem, dentre elas a localização estratégica, crescimento acima da média nacional e ser a sede do maior polo industrial do Centro-Oeste: “Somam-se a isso, os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo Estadual, o Porto Seco, a Plataforma Logística e a infraestrutura que o município oferece aos investidores”. Ele citou, também, como reforço nestes requisitos, o apoio dos governos do Estado e do Município ao projeto.

Executivo e Legislativo coesos com o projeto da Acia

Proposta pelo deputado Carlos Antônio, que, também, é integrante do Comitê Executivo do Projeto do Polo de Defesa, a audiência pública foi promovida pela Assembléia Legislativa, sob a coordenação do parlamentar anapolino, ladeado pelo secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, que reafirmou a posição do governo do estado de Goiás de apoio ao Projeto

Muito mais que armamentos e munições

Consultor da ACIA e integrante do Comitê Executivo do Polo de Defesa, Sóstenes Arruda fez primorosa apresentação das assertivas de Anápolis, com ênfase em sua localização estratégica e sua inserção no projeto futurístico da Ferrovia Transoceânica (“mas não é necessário esperar pela construção dessa ferrovia”)que ligará o Atlântico ao Pacífico,  dentre muitos referenciais competitivos, diferenciais estratégicos e potenciais determinantes apontados pelas ADESG.

Para o professor Sóstenes, atender esse mercado consumidor vai muito além da produção de armamentos e munições: “Quando se fala de Base Industrial de Polo de Defesa, engloba-se materiais para escritório, uniformes, produtos alimentícios, enfim, tudo que pode ser consumido pelas Forças Armadas”.

 O Polo de Defesa é um projeto que está sendo trabalhado a curto, médio e longo prazos  e vai gerar milhares de empregos em Anápolis, além de motivar a implantação de um Polo Tecnológico, com o envolvimento de escolas, universidades, governo e setor produtivo.

Redução de ICMS incentiva atração de indústrias

Além da instalação do Polo de Defesa, a ACIA trabalha para que Anápolis se transforme em um centro de compras do Ministério da Defesa: “O governador Marconi Perillo encaminhou à Assembléia Legislativa proposta de redução de ICMS para 4,5% sobre produtos e insumos adquiridos pelo Ministério da Defesa (gasto anual estimado em R$ 7 bilhões). Para Anastácios, essa redução é um diferencial tão significativo que despertou o interesse do Ministério da Defesa na implantação do centro de compras de Anápolis. A sede da ACIA foi colocada à disposição do Ministério para o início dos procedimentos de compras.

Projeto de alta complexidade. Porém viável.

Durante a audiência, o coronel do Exército Luiz Felipe, representando o ministro da Defesa Raul Jungmann, o capitão de fragata Comandante Guerra, coronel Cecato, ex-comandante da Base Aérea, o secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita e o presidente da ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – coronel Vilanova e, também, o Corregedor da Polícia Militar, tenente coronel Arruda, e o  Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agricultura, Vander Lúcio Barbosa, declararam apoio formal ao projeto dos respectivos órgãos que representam, assegurando que eles próprios e os governos da União, do Estado e do Município consideram real a sua viabilidade.
De uma maneira geral, as autoridades que falaram na audiência pública reconheceram a complexidade do projeto, assinalando que ele precisa do suporte das três esferas de governo, sem a influência política e ideológica, por causa de sua característica puramente técnica.

Os três representantes das Forças Armadas reconheceram que Anápolis conta com uma infraestrutura pronta para que o projeto seja implantado no Município e afirmaram que o roteiro estabelecido pelos seus idealizadores está correto. Destacaram, no entanto, que os produtos usados na defesa dependem de alta tecnologia, mas que a Anápolis tem condições de receber indústrias do setor par gerar produtos de alto valor agregado.

Para a instalação do centro de compras, os militares consideram imprescindível a ratificação da proposta de redução do ICMS. Segundo o coronel do Exército Luiz Felipe, essa ratificação trará resultados imediatos, possibilitando a compra, pelo Ministério da Defesa, dos mais simples aos mais complexos itens: “É muito possível instalar um centro de compras em Anápolis, mas para se obter perenidade nesse projeto é necessário juntar a academia, a indústria e o Estado”.

Prefeitura também trabalha pelo Polo de Defesa

O secretario municipal de Desenvolvimento Econômico,Vander Lúcio Barbosa, representando  o prefeito Roberto Naves, relatou que a administração municipal (especialmente a SENDEC) está engajada na luta pela implantação do Polo de Defesa.

E MAIS…

Delegado regional da ADESG em Goiás, coronel Marcelo Alberto Vilanova, exaltou a ACIA por aproveitar o alerta asdeguiano: “Anápolis tem todas as condições para sediar um Polo da Base Industial de Defesa”

Para o  coronel do Exército Henoque Pereira Júnior (CODESPE), o Polo Farmacêutico de Anápolis poderá contribuir com as necessidades das Forças  Armadas e com os objetivos nacionais e isso trará muitos frutos para o município e para o estado

Coordenador da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Goiás, o professor Cláudio Stacheira afirmou que a UEG está aberta e sensível às necessidades acadêmicas que o novo polo vai gerar

As perspectivas de implantação do Polo de Defesa sinalizam o interesse de indústrias do setor em Anápolis, já em 2018. Uma delas é a Delfire Arms

 Cláudio Kimura, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, colocou o banco à disposição do comitê do Polo de Defesa e empresários

Por defender a paz, o professor João de Deus expressou sua opinião contrária ao projeto que enseja a fabricação de armas

O deputado Carlos Antônio respondeu que o objetivo da audiência é justamente propiciar a abertura às diversas opiniões e que a colocação do professor é válida, mas que o foco principal é o desenvolvimento de Anápolis e a geração de empregos

“Nenhum homem presente nesta sala (fardado ou não fardado) deseja a guerra, mas o Brasil só vai assegurar a paz se tiver forças armadas fortes”, completou o presidente Anastácios